3 de dez. de 2008

O telefonema.

Foi interessante a vontade que ela teve de ligar pra ele, algum tempo depois quando chegou outra oportunidade de comer sushi no mesmo restaurante. Ela ficou pensando de como seria bom ter a companhia daquele rapaz tão interessante e misterioso outra vez. Haviam trocado telefones na primeira vez. Ela ficou muito receiosa em ligar, pois não queria que ele entendesse que ela estava interessada em algo mais que apenas na companhia tão agradável dele.

Ela ligou. Ele muito surpreso e atencioso respondeu ao seu convite e marcaram de se reencontrar no mesmo local. E foi maravilhoso. A conversa já fluiu bem mais descontraída, com direito até a uns elogios explícitos pra ela, o que a deixou muito tímida, e mais receiosa, pois não pretendia atravessar a linha dos limites impostos pelo seu compromisso. Ela queria viver apenas aquela fantasia de não ser quem era na vida real e imaginar tudo que poderia acontecer dali pra frente. Isso ocorreu até o momento em que ele perguntou se ela era casada. E não teve como negar isso diante dele. Até pelo simples fato dele também usar uma aliança na mão esquerda. Depois daí a máscara do mistério caiu e de certa forma isso trouxe o pensamento dela de volta à verdade. Porém não foi ruim, foi bom assim a partir daí começaram a se conhecerem melhor, mais intimamente. Digamos que ficaram mais à vontade depois da verdade dita.
Tanto que ao saber que aceitou uma carona sua no outro dia para a cidade que ele morava, pois teria compromisso com seu esposo que estava chegando de viajem no sábado lá. Mesmo já tendo carona certa pra ir, desde o dia anterior, desfez o combinado, só pra ter oportunidade de estar mais uma vez ao lado dele! E o fato de ir dormir pensando que iria encontrá-lo já no outro dia dava uma sensação muito boa.
Naquela noite ela ficou encantada com tanto cavalheirismo da parte dele, coisa rara hoje em dia, tão rara que ela perdera até a prática de como aceitar tantos mimos. Nunca esperou por ninguém e sempre foi independente e super prática, isso fez com que perdesse a prática de ser paciente e aceitar gentilezas das pessoas. Na despedida ele fez questão de levá-la até o carro abrir a porta, deram dois beijinhos e se despediram com um até amanhã! Isso foi fantástico.

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